Há 11 dias sofri um acidente. Estava de moto com meu primo quando ele perdeu o controle da direção, derrapou na pista e bateu no canteiro. Com o impacto, fui arremessada para o outro lado da pista. Tive várias escoriações pelo corpo e uma luxação no joelho que agora é uma suspeita de lesão no menisco direito. Já tive uma lesão no esquerdo em 2000 e sei bem como é e como será a partir de agora. Sem dançar, sem trabalhar, dependente dos outros pra quase tudo. Pra um ser anti-social como eu isso já é difícil. Sendo bailarina, isso só piora. Não suporto visitas indesejadas e suas perguntas inconvenientes. Amigos, esse sempre são boas companhias. Só não dá pra colocar um segurança na porta da casa dos meus pais pra decidir quem entra e quem não. E sou obrigada a passar muito tempo aqui, já que moro sozinha e não posso me movimentar. Tenho que cumprir o tal repouso absoluto pra ajudar no tratamento e porque sinto dores quase insuportáveis. E de dor eu atendo. Tá tudo muito confuso, muito difícil e estou tentando ser forte e não me abater. Não está sendo nada fácil. Não mesmo. E agora seria aquele momento em que digo a solução, ou que vai ficar tudo bem, ou coisas positivas. Mas sou eu. e não quero dizer mais nada.
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terça-feira, 28 de julho de 2015
quarta-feira, 22 de julho de 2015
"Quando suas pernas não estiverem do jeito são agora..."
"Quando as pernas não se parecem com eles costumavam antes E eu não posso varrê-lo fora de seus pés Será que a sua boca ainda me lembro do gosto do meu amor Será que seus olhos ainda sorriso de seu rosto "
Vontade de dançar, vontade de estar com você. Vontade de fazer tudo que o acidente não me permite fazer. Dói o corpo. Dói o coração. Dói não aceitar a condição atual em que me encontro. Ter fé e sorrir. Difícil.
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