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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

A tendência é ser feliz

Ouvi alguns comentários sobre o que a mulher deve vestir pra ir a praia depois 30, e confesso que achei tudo absurdo, patético e sem noção. Quem estabeleceu a regra que diz que para que idade é cada biquíni ou maiô? A mulher deve se sentir bem com seu próprio corpo e com seu guarda-roupa. Se a imagem de alguém que não tenha um "corpo perfeito" te incomoda, fique em casa. Triste é a pessoa que só aproveita o verão depois de passar o ano de dieta e se matando na academia. De nada adianta cuidar do corpo e não cuidar da mente. 


Já passei dos 30, tenho um filho, estrias, celulite e nunca deixei de ir a praia por isso. Minha mãe vai completar 60 anos essa semana e também não dispensa um banho de mar. O sol nasce para todos. Ele não se importa se você tem 15, 20, 30, 60 ou 80 anos. 
Mas se você ainda prefere julgar e criticar quem está se divertindo e curtindo a vida, sinto muito. Saiba que está desperdiçando o seu tempo. Sorria, dê um mergulho, assista o por do sol e SE AME.


quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Depois dos 30


Ser mulher, sem deixar de ser menina. Ser flor, sem perder os espinhos.



Já comecei muitas coisas que nunca terminei. Já compliquei o que era simples. Já confundi agora com para sempre. Supervalorizei coisas e pessoas que não tinham valor nenhum. Vivi cada fase com intensidade. E nessa viagem, não carrego arrependimentos. O que disse, o que fiz, pensei, ouvi, fazem parte de quem sou e de tudo que aprendi.
Moro sozinha, trabalho, mantenho a casa organizada, minhas plantas vivas e não deixo faltar água na geladeira. Gosto de ficar sozinha e de cozinhar para os meus amigos. Amo maquiagem, mas vivo muito bem sem ela. Dificilmente termino o mês no vermelho. Não compro o que não preciso. Evito pessoas desagradáveis e sabores amargos. Sei quando recusar mais uma dose e voltar pra casa mais cedo, mas amo visitas que trazem vinho. Salto alto é indispensável, mas a sensação de andar descalça pela casa também. Meu cabelo já foi de todas as cores, mas descobri que amo ser morena. Cheguei aos trinta sem secador de cabelo, alisantes ou progressivas, e nunca me fizeram falta. Detesto academia, mas fortalecimento muscular é recomendação médica e vou ter que encarar após a cirurgia. Não fujo mais das cores e meu guarda-roupa não é mais todo preto, embora um pretinho  básico nunca falha. Aprendi que ninguém vai me amar mais se eu tiver cinco quilos a menos, mas rejeitar uma noite de gordices com os amigos pra não engordar faz muito mal. Não tento impressionar ninguém tentando ser quem não sou. Encontrei um certo equilíbrio pra minha ansiedade e as vezes, até consigo dormir. Consigo passar um dia inteiro sem reclamar. Aprendi a receber elogios e a excluir contatos desnecessários da agenda do celular. 
Acho que floresci.
Continuo sendo dramática, exagerada e intensa. E meus sonhos continuam bem maiores que eu. Ainda me distraio com as borboletas e com o beija-flor. E suspiro quando recebo uma poesia no meio da noite. Enfim, a sensibilidade continua a flor da pele, a fragilidade é que está desaparecendo.


Ser essência, muito mais...

domingo, 17 de janeiro de 2016

Ela

"... se eu tiver que ficar nu
Hei de envolver-me em pura poesia"
Alma nua - Vander Lee




Ela olha e sorri sem disfarces
Chora e se revela sem receio
Ela tem palavras suaves e fortes
Fala, escreve, ela as solta
Ela é solta, ela é livre
Sua alma é nua
Seu coração é jardim
Ela é impulso, é lucida, é louca
Delírio e sedução
Ela é pétala e espinhos
É verso, prosa
Ela é música, é bailarina
Mulher, menina
Ela é o quer, o que é
Ela é.


sábado, 16 de maio de 2015

Eu pareço pedra, eu queria ser pedra...


...Mas nasci flor.



Em meio a tantas dores, lágrimas, saudades, sorrisos e um imenso e desmedido amor, estou me sentindo mais que metade. Aprendendo a me sentir inteira. Aprendendo. Processo lento. Difícil. Mas estou tentando. Persistir. Insistir. Talvez o tempo não esteja a meu favor. Talvez ele acabe antes que eu entenda a razão e o porque de tudo. Talvez. Mas o hoje existe, e eu aqui estou. Caindo, levantando, me arrastando, mas estou. Vivendo no singular e rejeitando instintivamente toda forma de plural. Não. Não digo que me basto. Nem quero ser ou me sentir assim. Me tornei indiferente a muitas coisas, isso não nego. Demonstrar minha sensibilidade já me deixou muitas cicatrizes e a maioria delas ainda doem, muito. Isenção de afetos? Impossível. Continuo sendo amor da cabeça a ponta dos pés. Minha depressão incontrolável agora tem minutos de suavidade. Continuo menina, continuo mulher. As duas andam de mãos dadas em suas ansiedades e exageros. Continuo deixando pétalas de flores no caminho. Continuo encontrando flores onde a maioria só vê arame farpado. continuo amando. Porque nasci beija-flor.