segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Sabe de uma coisa?

Não, você não sabe. Vou te contar.

Eu ando tão sensível. Precisando tanto assim de uma palavra suave, de um gesto inesperado e belo. Você consegue me surpreender de um jeito bom? Diz que sim, preciso tanto de você. Que coisa louca essa: A gente precisa de alguém... Ando meio fora dos trilhos, se é que você me entende... Palavra é a coisa mais séria que existe na minha vida. Por favor, não me engane. Por favor, não me enrole. Por favor, não minta... Não faça com que eu perca essa pureza. Entende? Dar a palavra é assinar um contrato imaginário: Minha alma não vai ferir a sua. Por favor, dê valor para as suas palavras.

- Clarissa Corrêa

terça-feira, 3 de novembro de 2015

terça-feira, 6 de outubro de 2015

“Como eu posso gostar da calma se eu sou a tempestade?”


"Eu tento sair da sua vida
e procurar um novo destino.
Mas eu penso no meio do caminho:
“Uma rosa
não vive sem o espinho.”
Então, eu desisto.
Volto pro seu lado e insisto.
Começo a acreditar
e tento fazer eu e você funcionar.
Afinal,
duas meias diferentes ainda fazem um par."

Ique Carvalho - Blog The Love Code

Se você ainda não leu, leia. Esse é só um trecho de mais um post perfeito do Ique. E como sempre, me identifiquei muito. Esse blog continua lindo e eu recomendo.

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Depois dos 30


Não sou do tipo consumista, mas sinto que depois dos 30 tenho mais contas a pagar. Me conheço bem o suficiente para saber o que me é útil e o que é fútil. Acumulo sentimentos, coisas não. Compro mais livros que maquiagens. Aceito minhas manias e tento conviver bem comigo mesma. Morar sozinha é uma experiência que todos deveriam ter. Continuo amando estar de salto, mas sei a hora de descansar meus pés. Brigo menos com meu cabelo e com meu espelho. A sinceridade continua afiada e a paciência em falta. Continuo ansiosa, instável e indecisa como aos 15 anos (ou desde sempre). Quer me irritar, é só mexer nas minhas plantas. Esse não foi o melhor ano da minha vida, também não foi o pior. O acidente que me impede de voltar a dançar e andar normalmente me pegou de surpresa. Mas a vida é sempre assim. É preciso estar sempre me readaptando. Minha sensibilidade exagerada me persegue, mas aprendi a disfarçar. O tempo ao lado do meu filho é cada dia mais bem aproveitado e estamos sempre descobrindo mais coisas em comum. Vejo mais poesia na natureza do que nos livros. E pela primeira vez não fiquei estressada na semana do meu aniversário. Ah, Balzac... muitas coisas ainda não foram escritas. Enfim, amanhã eu vou acordar e já aprendi que nada vai estar diferente, só a resposta pra quando me perguntarem quantos anos eu tenho.

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Como pode uma flor nascer onde nada nasce?


Ela não nasceu para amar. Ela não nasceu para ser amada. Ela apenas nasceu. Ela apenas encanta e desencanta. Ela apenas tenta e tenta, mas como pode uma flor nascer onde nada nasce, se na verdade no inverno quase tudo morre.
— Flor de Inverno

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Para sempre

"Era um código que eles tinham.
Quando um dizia: “Eu amo”
o outro respondia “Você”."
Trecho do blog The Love Code

Esse post é lindo por inteiro, e eu recomendo a leitura. Escolhi esse trecho por usar um código parecido. Pode parecer estranho (assim como tudo que digo e escrevo), mas mesmo com todas as tempestades, pontos, vírgulas, lágrimas e despedidas... Ainda completamos a frase um do outro.  Difícil explicar o que sinto quando isso acontece, mas como sempre... Sinto muito.

O link para o blog do Ique tá aqui em baixo. Leiam ouvindo a música!

Clique aqui!

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Save me


A noite está só começando e eu continuo aqui, com meu pijama de borboletas e minhas meias quadriculadas. Eu sei que não combinam. Só minha mãe que não sabe. Vinhe e seis dias após o acidente, começo a me sentir horrível. Há alguns dias minha mãe foi a minha casa buscar algumas coisas, e trouxe várias peças de roupas que não conversam entre si, nenhum dos meus produtos de limpeza facial, nem minha maleta de maquiagem. Tá certo que não vou a lugar nenhum, então não preciso da maleta. Mas só porque na minha bolsa tem um kit básico, que de tão básico, está sem meu apontador duplo, e a ponta do meu delineador já se foi. Normalmente as pessoas não acreditam na minha idade porque eu me cuido, e não por milagre. Gosto de fotografar sem filtro e sem make, mas pra isso cuido da minha pele. Ou cuidava. Sim, tô estressada. Não posso andar, não posso dançar, não posso beber e não posso ficar sozinha lá na minha casa, na minha cama, olhando para os meus cactos na janela. Minha alergia gosta daqui, e já veio me visitar. Só quero ir pra casa. O tempo está passando e eu me vejo aqui, parada no tempo, surtando. Posso ter exagerado nas feminices, mas sou eu. Sou exagerada. E para piorar estou há 26 dias longe da civilização. Queria ter alguém a quem eu pudesse gritar por socorro. 

Nunca fui como todos


“Nunca fui como todos
Nunca tive muitos amigos
Nunca fui favorita
Nunca fui o que meus pais queriam
Nunca tive alguém que amasse
Mas tive somente a mim
A minha absoluta verdade
Meu verdadeiro pensamento
O meu conforto nas horas de sofrimento
não vivo sozinha porque gosto
e sim porque aprendi a ser só…”
— Florbela Espanca 

Deixe ela ir


"Você precisa deixá-la partir, precisa dizer que não a ama e não vai amar nunca. Que não importa quantas madrugadas vocês passem juntos, amor não nasce da persistência. O tempo de vocês já expirou. Mesmo nas noites mais solitárias, nas madrugadas mais frias, você precisa parar de usar essa pessoa como preenchimento da sua personalidade oca. Deixá-la partir é o mais próximo que você pode chegar de retribuir todo o amor que essa pessoa te dedicou." Andréa Romão

Sei que estão sempre atentos as minhas sugestões, então a leitura que indico pra vocês hoje é desse texto que postei um trecho aqui em cima. Ele dispensa qualquer comentário meu. O link do site tá aqui em baixo. Vale a pena ler!

Clique aqui!!!